Tuesday, September 26, 2006

TV interativa

Foto: Valerie Renee / flickr

O uso da tecnologia na sociedade evolui com o avanço dos meios. A TV na web permite aos usuários escolher os programas que desejam assistir. Na rede é possível fugir da linearidade da TV aberta, podendo percorrer diversos caminhos até chegar a um determinado programa. Mesmo para quem possui TV por assinatura, na qual a autonomia do telespectador é maior, na web, o internauta pode ser privilegiado por ter acesso a conteúdos que não seriam exibidos nos meios tradicionais.

Alguns dados mostram que são feitas 60 milhões de visitas a TVs na rede. No Brasil, alunos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) aplicaram conceitos aprendidos em sala de aula, no curso de Comunicação Social, e criaram um telejornal específico para a internet. Idealizada em 2001 a TV universitária da UERJ tem como objetivo fazer os usuários a refletirem sobre as novas tecnologias utilizadas na área de telejornalismo online.

A All tv, uma tv da internet, trabalha com as principais notícias do momento, e proporciona maior envolvimento do usuário. Durante os programas o usuário pode enviar mensagens ao vivo para os telespectadores, além de interagir com a webcam. All Tv ganhou o prêmio Esso de Telejornalismo no ano passado. No site, ela se define como um meio convergente de mídias, e já pode colher seus frutos. De acordo com uma enquete realizada pelo portal imprensa a Tv da internet teve 51% dos votos como melhor site de notícias, deixando para trás sites como Terra, Globo Online, Folha Online.

Tuesday, September 05, 2006

Web! NÃO Internet...


O que é a web 2.0 ???
Padrões de desenho e modelo de negócios para a próxima geração de softwares.

Web 2.0 é uma palavra difícil de explicar. Não se chegou a um consenso sobre seu significado, para alguns, ela é uma palavra fruto de marketing, portanto sem sentido, mas outros vêem como uma expressão que marca um novo paradigma. Um momento crucial para a web foi, depois de uma crise econômica, em março de 2001, o surgimento de uma revolução tecnológica.

O conceito de web 2.0 começou em uma seção em Brainstorming realizada entre O’ Reilly e MediaLive International quando o vice presidente da O’ Reilly observou que a web estava mais importante do que nunca, e que novos sítios estavam aparecendo com surpreendente regularidade. E as empresas que sobreviveram ao colapso perceberam que tinham algumas coisas em comum, alguns o chamavam de “web2.0” assim surgiu a Conferência da Web 2.0.

Na Web 2.0 não se percebe claramente sua fronteira, mas se pode vê-la como um sistema de princípios e práticas que formam um “sistema solar” de sítios que mostram alguns ou todos seus princípios. Esse conceito de web como plataforma foi criado pelo Netscape. O Netscape é visto como o padrão que continha a web 1.0, assim como para web 2.0 é o Google. O google possui uma capacidade que o netscape nunca necessitou, uma gestão da base de dados. Uma base de dados especializada. O google ocupa um espaço entre o navegador, o “motor” de busca, e um servidor de destino.
Assim como o google, o DoubleClick pode ser visto como um filho da era da internet. Em contrapartida este modelo não permitia a fácil colocação de pop ups e banners pelas agências de publicidade.

Na web 2.0, com o aproveitamento da inteligência coletiva, a web se transforma num “cérebro global” e a blogosfera é a “tagarelice mental” nesse cérebro. Essa inteligência foi aproveitada pelas grandes empresas que surgiram na web1.0 e que sobreviveram para a próxima geração, a 2.0. Algumas empresas adaptam idéias que assim como o Yahoo já fez, são inovadoras. A wikipedia, os flickrs são exemplos disso.

E não para por aí. As contribuições dos usuários são as chaves para o domínio do mercado na era da Web 2.0. Os blogs são seu exemplo mais representativo. Marcada por uma tecnologia diferente, a RSS, considerado o avanço mais significativo da “arquitetura” básica da web. Desde que os primeiros hackers se deram conta que no CGL podiam ser utilizados para se criar sítios na web baseado em base de dados. Sabemos através da RSS que o navegador web não é o único meio de acessar uma página da web. Graças ao seu permalink, o primeiro e mais acertado meio de construir pontes entre blogs.

A gestão da base de dados é uma competência básica da web 2.0. Em certos casos essas aplicações são chamadas de “infoware” ao invés de simplesmente software.
Voltando à discussão google versus netscape, uma das características que definem o software da era da internet é que sua entrega era como um serviço e não um produto. Novamente a importância do usuário é destacada. É o usuário que utiliza diariamente a nova versão do software, que incorpora ou não aceita, o que é introduzido nos sítios web pelos produtores.
Com o uso habitual dos serviços da web as grandes empresas se lançaram a uma busca completa desenhada para criar programação altamente forte, modelo de programação rápido, para aplicações variadas.

Em síntese, a web 2.0 tem características principais que merecem ser destacadas:
_os controles são fontes únicas de dados únicos, difíceis de se copiar, e se enriquecem à medida que mais pessoas os utilizem;
_ apoiar modelos de programação rápidos que permitem acoplar sistemas leves;
_serviços, não um software emplaquetado, com escalabilidade rentável;
_os usuários são vistos como co-produtores;
_consegue partindo de larga escala, mediante um auto-serviço do usuário;
_aproveitar a inteligência coletiva;
_software não está limitado a somente um dispositivo;
_interfaces de usuários, modelos de desenvolvimento e modelos de negócios rápidos.